"Apenas três pessoas juntas têm ativos equivalentes ao produto bruto anual dos 48 países mais pobres, onde vivem 600 milhões de pessoas [...], pouco mais de 200 pessoas, com ativos superiores a US$1 bilhão cada [têm] o equivalente à renda anual de 45% de toda a humanidade (mais de 2.7 bilhões de pessoas)".

Washington Novaes

terça-feira, 16 de junho de 2009

As cotas de hoje e a de ontem

Há um coro afinado por parte da mídia corporativa em negar a legitimidade, a importância e mesmo a legalidade do atual sistema de cotas, acusando-o de criar no país um racismo que, segundo eles, aqui não existe. O que eles escondem é o fato de que sempre existiu tal sistema, só que era cota única para brancos ricos e o atual modelo pretende apenas uma repartição mais equânime, além de fazer, ainda que muito atrasada e precariamente, uma reparação a essa vergonha histórica que são os séculos de escravidão numa época em que tal prática já havia sido banida no continente de origem dos "colonizadores".
O Rodrigo Vianna encontrou lá no Estadão uma tentativa de atacar as cotas usando um entrevistado para editorializar, distorcer e assim vender o peixe da cota única embalada na falácia da meritocracia. Veja só.


Racismo: ´Estadão´ queria alguém contra as cotas, mas errou na fonte; gringo defendeu cotas e Cuba

publicada em segunda, 15/06/2009 às 16:10 e atualizado em segunda, 15/06/2009 às 16:40

Parte da elite brasileira detesta essa história de cotas. Há um jornalista, à frente da Redação da TV Globo, que jura não haver racismo no Brasil. Até aí é problema dele. Mas o sujeito insiste em pautar "reportagens" que comprovem essa tese.

A Globo tem duas ou três "fontes marcadas para falar" exatamente aquilo que o diretor de jornalismo quer ver no ar. São "especialistas" que defendem a mesma tese: o racismo no Brasil não existe, e estabelecer cotas é que vai "insuflar" o racismo nessa nossa sociedade doce, tranquila, onde impera a "democracia racial".

Entenderam? Racismo não existe. Cotas é que vão criar racismo.

A "tese" é exposta seguidamente, nas "reportagens" da Globo, por uma socióloga do Rio de Janeiro e por um geógrafo paulista que tem opinião sobre tudo!

Para não parecerem insensíveis, esses "especialistas" (sob patrocinio permanente do Ratzinger do jornalismo global)costumam defender que o certo é "educação de qualidade para todos", assim brancos pobres e negros pobres ganhariam o direito a um futuro melhor. Então, tá. A gente vai ficar esperando. Ou melhor: a gente não vai esperar, porque a sociedade brasileira resolveu investir nas cotas. Para horror da turma do Leblon e Higienópolis.

Leia o artigo completo Aqui no sempre contundende Escrevinhador

2 comentários:

Anônimo disse...

Cadê as notícias da região?

carlos costa disse...

Fala Taio

e esse comentário ai de cima que pede noticias da região; temos que dar inicio logo porque acho que há demanda principalmente por noticias da região