"Apenas três pessoas juntas têm ativos equivalentes ao produto bruto anual dos 48 países mais pobres, onde vivem 600 milhões de pessoas [...], pouco mais de 200 pessoas, com ativos superiores a US$1 bilhão cada [têm] o equivalente à renda anual de 45% de toda a humanidade (mais de 2.7 bilhões de pessoas)".

Washington Novaes

quinta-feira, 25 de junho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009


As Cobras do Veríssimo
Fonte Terra Magazine

Charge do Bessinha



sábado, 20 de junho de 2009

Sobre a necessidade do diploma de jornalismo

Laerte, Angeli, Adão e Glauco

Charge do Bessinha

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Está ficando bom, veja só.


quinta-feira, 18 de junho de 2009

Charge do Bessinha

O engajamento de O GloboO importante é criar problemas para o Governo Lula e seus aliados, a forma como se consegue isso tem pouca relevância. Assim age a nossa grande mídia. As consequências que possam causar ao país e a Petrobrás, são efeitos colaterais secundários. Confira neste ótimo artigo de Luis Nassif a que ponto chega o partidarismo irresponsável do maior jornal carioca.O Globo comemora seu factóide

Confira o que O Globo fez com o factóide da Petrobras.

Hoje, na seção de Cartas, publica a seguinte carta da Petrobras.

Regime tributário

Sobre a matéria “Garras menos afiadas” (17/6), a Petrobras reitera que a opção pelo regime tributário de caixa está amparada pelo artigo 30 da Medida Provisória nº 2.158-35/2001.

Trata-se de procedimento legal, feito por outras empresas, como cita o próprio GLOBO.

O texto da MP deixa claro que cabe a qualquer empresa brasileira escolher, a seu critério, a forma de tributação do Imposto de Renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSSL) sobre as variações cambiais. A MP não define o momento para a mudança de regime, o que é coerente com seu objetivo, de amenizar o impacto tributário decorrente da variação da moeda nacional em situações de crises internacionais e, por consequência, na apuração e no pagamento de tributos federais.

LUCIO MENA PIMENTEL - gerente de Imprensa da Petrobras

Consultando-se o Blog da Petrobras, percebe-se que O Globo - que tem tradição de desrespeitar os leitores que escrevem para sua seção de cartas (conforme já experimentei na pele) - suprimiu o seguinte trecho da carta:

Trata-se de um procedimento legal, feito por outras empresas, como cita o próprio Globo e conforme informou hoje um grande jornal de São Paulo, em matéria sobre o mesmo assunto.

O grande jornal, em questão, é o Estado de São Paulo Em sua edição de ontem publicou uma matéria sobre as compensações tributárias, onde diz (clique aqui):

As chamadas compensações tributárias feitas por empresas até abril também influenciaram e somaram R$ 4,2 bilhões. As compensações são manobras contábeis para reduzir legalmente o pagamento de certos tributos. Embora a Receita não revele nomes, a Petrobrás foi responsável pela maior parte dessa perda com a mudança de regime tributário que adotou no fim de 2008, fato que acabou provocando a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Ou seja, a matéria do Estadão comprova claramente que a denúncia de O Globo era furada, ao tratar como escândalo uma operação fiscal. Aí, quando se vai à página 2 de O Globo, o que se lê explica a supressão do trecho:

As melhores de maio

A manobra contábil da Petrobras, que permitiu à empresa deixar de recolher R$ 4,38 bilhões aos cofres da União entre dezembro de 2008 e março deste ano, foi eleita ontem pelos editores como a melhor reportagem do mês passado. A matéria, escrita pelas repórteres REGINA ALVAREZ e MARTHA BECK, da sucursal de Brasília, teve enorme repercussão nos dias seguintes e acabou tornando irreversível a CPI da Petrobras.

Embora ainda não esteja funcionando, a CPI foi instalada poucos dias depois da denúncia de Regina e Martha.

Ou seja, publicam uma notícia falsa (a de que a manobra fiscal da Petrobras era ilegal) e comemoram o fato de que a falsificação gerou uma CPI.

Visite o ótimo Luis Nassif online

Charge do Bessinha

Wagner é favorito em pesquisa eleitoral divulgada hoje

Pesquisa divulgada hoje pelo instituto Campus aponta a reeleição do governador Jaques Wagner (PT) em 2010. O petista aparece com 43,7%, seguido do ex-governador Paulo Souto (DEM), com 30,4%, e do ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), que tem 16,8%. Na espontânea, Wagner figura com 29,8%, contra 11,8% de Souto, 6,1%% do deputado ACM Neto (DEM), 4,4% de Geddel e 1,2% do prefeito João Henrique Carneiro (PMDB). Nas projeções para um eventual segundo turno, Wagner venceria Souto por 48,2% contra 38,7%. Se o adversário fosse Geddel, o petista o derrotaria com 56,9% contra 24,9%. A pesquisa ouviu 2.593 pessoas acima de 16 anos em 52 municípios do estado, neste mês. A margem de erro é de 1,97% para mais ou para menos.

Governos de Lula e Wagner têm avaliação altamente positiva na Bahia


Segundo o instituto Campus, a avaliação do governo Wagner está bastante positiva, já que 60,8% aprovam a administração, 26,1% reprovam e 11,7% nem aprovam nem desaprovam. O governo Lula vai além. Tem 74,2% de ótimo/bom e 20,9% de regular. Só 4,4% acham ruim/péssima.


Fonte: Bahia notícias




Às vezes até o Elio Gaspari dá uma dentroLeia na íntegra um artigo dele publicado na Folha de São Paulo nesta quarta-feira(17/6)E logo abaixo você poderá ler um ótimo artigo de Gilson Caroni Filho sobre o partidarismo dos latifúndios midiáticos e a nova forma de censurar daqueles que sempre defenderam os privilégios e morrem de medo da distribuição de renda e das conquistas sociais, mesmo que essas sejam poucas, pouquíssimas.
A cota de sucesso do ProUni

A DEMOFOBIA pedagógica perdeu mais uma para a teimosa insubordinação dos jovens pobres e negros. Ao longo dos últimos anos o elitismo convencional ensinou que, se um sistema de cotas levasse estudantes negros para as universidades públicas, eles não seriam capazes de acompanhar as aulas e acabariam fugindo das escolas. Lorota. Cinco anos de vigência das cotas na UFRJ e na Federal da Bahia ensinaram que os cotistas conseguem um desempenho médio equivalente ao dos demais estudantes, com menor taxa de evasão. Quando Nosso Guia criou o ProUni, abrindo o sistema de bolsas em faculdades privadas para jovens de baixa renda (põe baixa nisso, 1,5 salário mínimo per capita de renda familiar para a bolsa integral), com cotas para negros, foi acusado de nivelar por baixo o acesso ao ensino superior. De novo, especulou-se que os pobres, por serem pobres, teriam dificuldade para se manter nas escolas.
Os repórteres Denise Menchen e Antonio Gois contaram que, pela segunda vez em dois anos, o desempenho dos bolsistas do ProUni ficou acima da média dos demais estudantes que prestaram o Provão. Em 2004, os beneficiados foram cerca de 130 mil jovens que dificilmente chegariam ao ensino superior (45% dos bolsistas do ProUni são afrodescendentes, ou descendentes de escravos, para quem não gosta da expressão).
O DEM (ex-PFL) e a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino foram ao Supremo Tribunal Federal, arguindo a inconstitucionalidade dos mecanismos do ProUni. Sustentam que a preferência pelos estudantes pobres e as cotas para negros (igualmente pobres) ofendiam a noção segundo a qual todos são iguais perante a lei. O caso ainda não foi julgado pelo tribunal, mas já foi relatado pelo ministro Carlos Ayres Britto, em voto memorável. Ele lembrou um trecho da Oração aos Moços de Rui Barbosa: "Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real".
A "Oração aos Moços" é de 1921, quando Rui já prevalecera com sua contribuição abolicionista. A discussão em torno do sistema de acesso dos afrodescendentes às universidades teve a virtude de chamar a atenção para o passado e para a esplêndida produção historiográfica sobre a situação do negro brasileiro no final do século 19. Acaba de sair um livro exemplar dessa qualidade, é "O jogo da Dissimulação - Abolição e Cidadania Negra no Brasil", da professora Wlamyra de Albuquerque, da Federal da Bahia. Ela mostra o que foi o peso da cor. Dezesseis negros africanos que chegaram à Bahia em 1877 para comerciar foram deportados, apesar de serem súditos britânicos. Negros ingleses negros eram, e o Brasil não seria o lugar deles.
A professora Albuquerque transcreve em seu livro uma carta de escravos libertos endereçada a Rui Barbosa em 1889, um ano depois da Abolição. Nela havia um pleito, que demorou para começar a ser atendido, mas que o DEM e os donos de faculdades ainda lutam para derrubar:
"Nossos filhos jazem imersos em profundas trevas. É preciso esclarecê-los e guiá-los por meio da instrução".
A comissão pedia o cumprimento de uma lei de 1871 que prometia educação para os libertos. Mais de cem anos depois, iniciativas como o ProUni mostraram não só que isso era possível mas que, surgindo a oportunidade, a garotada faria bonito.

A nova censura

Aplausos censurados, o desespero da mídia

Em recente viagem a Genebra, o presidente Lula foi ovacionado ao discursar no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Depois, foi aplaudido seis vezes ao criticar o Consenso de Washington e o neoliberalismo na plenária da OIT. O silêncio da grande imprensa foi gritante.

Os governos militares censuravam a imprensa para impedir a denúncia de torturas, de escândalos administrativos e quaisquer notícias que evidenciassem as crises e a divisão interna do regime. A censura política das informações, institucionalizada pela Lei de Imprensa e pela Lei de Segurança Nacional, foi um dos pilares de sustentação da noite dos generais. Esse era o preço imposto pela ditadura.

Passados mais de 20 anos da redemocratização, com a crescente centralidade adquirida no processo político, a grande mídia comercial tomou para si o papel de autoridade coatora. Sem qualquer pretensão de exercer papel decisivo na promoção da cidadania, não mais oculta seu caráter partidário e deixa claro quais políticas públicas devem permanecer fora do noticiário.

A construção negativa da persona política de lideranças políticas do campo democrático-popular tornou-se o seu maior imperativo. Invertendo a equação da história "republicana" recente, há seis anos a imprensa passou a censurar o governo. Esse é o preço imposto pelo jornalismo de mercado; pelas relações de compadrio entre redações e oposição parlamentar, e pela crise identitária dos que foram desmascarados quando se esmeravam para definir qual era a “democracia aceitável”.

Com o esgotamento do modelo neoliberal, sentindo-se cada vez mais ameaçada como aparelho privado de hegemonia, a edição jornalística já não se contenta mais em subordinar a apuração ao julgamento sumário de fatos e pessoas. Censurar registros que sejam incômodos aos seus interesses político-econômicos, deslegitimado uma estrutura narrativa viciada, passou a fazer parte da política editorial do jornalismo brasileiro.

Em recente viagem a Genebra, o presidente Lula foi ovacionado ao discursar no Conselho Nacional de Direitos Humanos da ONU. Depois, segundo relato da BBC, " foi aplaudido seis vezes" ao criticar o Consenso de Washington e o neoliberalismo na plenária da OIT. O silêncio dos portais da grande imprensa e a ausência de qualquer referência ao fato nas edições da Folha de São Paulo, Globo e Estadão foi gritante.

Representou o isolamento acústico dos aplausos recebidos. Uma parede midiática que abafa o “barulho insuportável" na razão inversa com que ampliou as vaias orquestradas na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos em 2007, no Rio de Janeiro. Nada como um aparelho ideológico em desespero.

Se pesquisarmos as raízes do comportamento dos meios de comunicação, veremos que elas nos dirão o quanto já é forte a desagregação da ordem neoliberal a qual serviram desde o governo Collor, passando pelos dois mandatos de FHC. Durante doze anos (de 1990 a 2002), a sociedade civil sofreu rachaduras sob os abalos devastadores da "eficiência" de mercado. Elas afetaram a qualidade da história, as probabilidades de uma República democrática e de uma nação independente.

Lula aparece como condensação das forças sociais e políticas que se voltaram para a construção de um novo contrato social. O tucanato, com apoio de seus porta-vozes nas redações, figura como ator que tenta reproduzir o passado no presente, anulando ganhos e direitos sociais. O que parece assustar colunistas, articulistas e blogueiros é o crescente repúdio á truculência infamante que produzem diariamente. Salvo, claro, a parcela da classe média que tem no denuncismo vazio e no rancor classista elementos imprescindíveis à sua cadeia alimentar. Aquele restolho que costuma pagar a ração diária com comentários insultuosos, sob a proteção do anonimato.

É preciso ficar claro que estamos avançando. Ou os de cima aprendem a conviver com os de baixo, ou como na fábula da cigarra e da formiga, poderão descobrir o arrependimento tarde demais. Seria interessante para a própria imprensa que trocasse os insultos de seus escribas mais conhecidos pelo debate verdadeiramente político. Aquele que busca compreender as condições sociais, políticas, culturais e econômicas de uma modernização que, por não promover exclusão, representa revolução democrática combinada com mudança social. Isso inclui aplausos, mesmo que abafados.


Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.

Artgo extraido do excelente site da Agência Carta Maior

terça-feira, 16 de junho de 2009

As cotas de hoje e a de ontem

Há um coro afinado por parte da mídia corporativa em negar a legitimidade, a importância e mesmo a legalidade do atual sistema de cotas, acusando-o de criar no país um racismo que, segundo eles, aqui não existe. O que eles escondem é o fato de que sempre existiu tal sistema, só que era cota única para brancos ricos e o atual modelo pretende apenas uma repartição mais equânime, além de fazer, ainda que muito atrasada e precariamente, uma reparação a essa vergonha histórica que são os séculos de escravidão numa época em que tal prática já havia sido banida no continente de origem dos "colonizadores".
O Rodrigo Vianna encontrou lá no Estadão uma tentativa de atacar as cotas usando um entrevistado para editorializar, distorcer e assim vender o peixe da cota única embalada na falácia da meritocracia. Veja só.


Racismo: ´Estadão´ queria alguém contra as cotas, mas errou na fonte; gringo defendeu cotas e Cuba

publicada em segunda, 15/06/2009 às 16:10 e atualizado em segunda, 15/06/2009 às 16:40

Parte da elite brasileira detesta essa história de cotas. Há um jornalista, à frente da Redação da TV Globo, que jura não haver racismo no Brasil. Até aí é problema dele. Mas o sujeito insiste em pautar "reportagens" que comprovem essa tese.

A Globo tem duas ou três "fontes marcadas para falar" exatamente aquilo que o diretor de jornalismo quer ver no ar. São "especialistas" que defendem a mesma tese: o racismo no Brasil não existe, e estabelecer cotas é que vai "insuflar" o racismo nessa nossa sociedade doce, tranquila, onde impera a "democracia racial".

Entenderam? Racismo não existe. Cotas é que vão criar racismo.

A "tese" é exposta seguidamente, nas "reportagens" da Globo, por uma socióloga do Rio de Janeiro e por um geógrafo paulista que tem opinião sobre tudo!

Para não parecerem insensíveis, esses "especialistas" (sob patrocinio permanente do Ratzinger do jornalismo global)costumam defender que o certo é "educação de qualidade para todos", assim brancos pobres e negros pobres ganhariam o direito a um futuro melhor. Então, tá. A gente vai ficar esperando. Ou melhor: a gente não vai esperar, porque a sociedade brasileira resolveu investir nas cotas. Para horror da turma do Leblon e Higienópolis.

Leia o artigo completo Aqui no sempre contundende Escrevinhador


Propaganda enganosa

O virtual candidato da direita (sim, ele não é de direita, é da direita) a presidência nas próximas eleições, José Serra e seu partido o PSDB querem passar para a população a idéia de que têm, não só projeto, mas realizações, e aí assumem como seus projetos e realizações que têm outras paternidades. Eles deveriam, na verdade, é assumir o seu verdadeiro projeto neoliberal e o discurso privatista. Seria muito mais honesto.
Leiam abaixo o artigo da jornalista Conceição Lemes publicado no site do Luiz Carlos Azenha.


AIDS: SERRA ASSUME COMO DELE PROGRAMA CRIADO POR LAIR E JATENE




Jamil Haddad (PSB/RJ)

por Conceição Lemes

Nas três últimas eleições que disputou e nos programas do PSDB, o ex-ministro da Saúde e atual governador de São Paulo, José Serra, é exaustivamente apresentado como a pessoa que:


* Criou um programa de combate de aids, que é exemplo no mundo todo.

* Trabalhou e criou o melhor programa de combate à aids do mundo.

Em março de 2004, num vídeo de 30 segundos, o próprio José Serra, então presidente do PSDB, garante:

Cumprir o que se promete. Colocar as pessoas em primeiro lugar. Trabalhar muito e falar pouco. Honestidade. Estas são marcas do PSDB, o partido que tem história. O PSDB fez metrô, portos, estradas, hospitais, casas, implantou os genéricos e o melhor programa de combate à aids do mundo...

O programa de aids em pauta é o Programa Nacional de Doenças Sexuais Transmissíveis e Aids. Serra se refere evidentemente à época em que esteve à frente do Ministério da Saúde ao qual o PN-DST/Aids é subordinado. Conseqüentemente, segundo a campanha publicitária, é o seu "criador". Só que esses slogans e as variações dos mesmos, criados por marqueteiros e assumidos por José Serra, são propaganda enganosa. Por desinformação, conivência, sabujice ou má-fé, a mídia corporativa nunca os questionou nesses oito anos.

Continue a ler Aqui e Aqui no sempre excelente Viomundo e Aqui a matéria original



Charge do Bessinha

segunda-feira, 15 de junho de 2009




O porque do Barata na Guarita


O nome provisório desse blog é uma homenagem a Cipriano José Barata de almeida. Ativista irrequieto, pândego e panfletário que se fosse nosso comtemporâneo seria seguramente um destacado membro da blogosfera independente. A historiografia oficial prefere ignorá-lo, porém Marco Morel, seu biógrafo, presta-nos um ótimo trabalho ao publicar no Observatório da imprensa esse belo artigo sobre o nosso patrono, confira.

SENTINELA DA LIBERDADE
Os escritos de Cipriano Barata

Por Marco Morel em 9/6/2009

Introdução de Sentinela da Liberdade e outros escritos (1821-1835), de Cipriano Barata, 935 pp., Edusp, São Paulo, 2009

Todas as informações biográficas e considerações citadas na Introdução são extraídas do meu livro Cipriano Barata na Sentinela da Liberdade, Salvador: Academia de Letras da Bahia / Assembléia Legislativa do Estado, 2001 – e haverá notas apenas para o que não consta deste livro.

1. Trajetória desviante

O conjunto de textos apresentado a seguir, apesar de aparentemente fragmentado, permitirá pela primeira vez visão de conjunto de um dos mais vigorosos testemunhos (ao mesmo tempo relato, proposição, reflexão e tentativa de transformação política e social) no momento inicial de construção do Estado e da Nação e do surgimento da imprensa no Brasil, com ampla repercussão na época. Os jornais Sentinela da Liberdade e outros textos narram também o cotidiano da vida urbana e trazem estilo humorístico em alguns trechos e com frequência a escrita amplia-se para a transmissão oral, seja recebendo e registrando "vozes públicas", como buscando propagar-se por estilo próximo ao da oralidade. A perspectiva alterna-se entre a mais ampla e a mais específica: narrativas e tomadas de posição sobre governantes, sobre as guerras de Independência, condições das prisões, acontecimentos internacionais, nacionais e locais e envolvimentos em rebeliões, além de poemas, canções de viola e "histórias de vida" informais de personagens da política do fim do período colonial e do início da fase imperial.


2. Resumo biográfico

Cipriano José Barata de Almeida nasceu no dia 26 de setembro 1762, na freguesia de São Pedro Velho, Salvador, Bahia, que no ano seguinte deixava de ser capital do Brasil, cedendo lugar ao Rio de Janeiro. Filho do tenente (nascido no Reino de Portugal) Raimundo Nunes Barata e de Luíza Josefa Xavier (natural da América portuguesa), ambos brancos. Na verdade são escassas as informações sobre sua vida até 1822, quando faria 60 anos.

Sabe-se que Cipriano matriculou-se em 1786 no curso de Filosofia na Universidade de Coimbra, Portugal, e no ano seguinte nos cursos de Matemática e Medicina, no mesmo estabelecimento. Em 1788 registraram-se 14 faltas "sem justificativa" à Universidade, ano em que foi interrogado pela Mesa da Inquisição em Coimbra, acusado de heresia. [As faltas estão registradas em Cipriano José de Almeida, Cartas de Curso, Filosofia, 1790, cota do Arquivo da Universidade de Coimbra, AUC-IV-2a. D-12-4, material gentilmente cedido e reproduzido pela assessora principal do arquivo, Ana Maria Leitão Bandeira. O interrogatório pela Mesa da Inquisição de Coimbra consta do Arquivo da Torre do Tombo, Lisboa, IANTT, Inquisição de Coimbra, Promotor – Caderno 123 / 2a. Série, Livro 415, documento encontrado e citado pelo historiador Alexandre Barata (2002), p. 43] Entretanto, foi aprovado ao longo dos quatro anos do curso em todos os exames e colou grau de Bacharel em Filosofia em 9 de julho de 1790 e recebeu diplomas de habilitação em Medicina e Matemática. Seu diploma universitário em Filosofia foi expedido em 14 de julho do mesmo ano (por coincidência, o primeiro aniversário da Queda da Bastilha, em Paris), assinado pelo Reitor, d. Francisco Rafael de Castro, tendo como professor examinador Teotônio José de Figueiredo Brandão [cópia do diploma de Cipriano Barata encontra-se nas Cartas de Curso, Filosofia, 1790, AUC, cit].

Continue lendo Aqui no indispensável observatório da imprensa.

domingo, 14 de junho de 2009

Here's to you

Sacco e Vanzetti

Joan Baez/Ennio Morriconi

Here's to you Nicola and Bart
Rest forever here in our hearts
The last and final moment is yours
That agony is your triumph